Maratona de Lisboa 2013

Tal como se falava e tinha sido anunciado no blog do João Lima a Maratona de Lisboa vai sofrer algumas alterações em 2013.

A prova que se costumava realizar no inicio de Dezembro, aproveitando assim o bom tempo que costumamos ter nessa altura do ano vai passar para o inicio de Outubro. Pessoalmente não me parece ser a melhor opção. Primeiro porque Outubro costuma ter dias de algum calor e fazer uma maratona num dia quente parece-me ser algo complicado. A juntar a isso existe a Maratona do Porto cerca de 1 mês depois.

Qual a necessidade de se fazerem 2 maratonas no espaço de 1 mês e depois não haver nenhuma prova do género em Portugal?

Passando esta prova para Outubro, acaba por ficar um fim de semana “livre” em Dezembro, haverá com certeza outras provas a tentar aproveitar a data, mas porque não fazer algo diferente?

Este ano tivemos uma prova diferente e na minha opinião bastante divertida em Lisboa, falo do Urban Night Trail. Ao fazer esta prova lembrei-me várias vezes de um post que o Jorge Branco fez  no seu blog à mais de 1 ano onde falava da criação de uma verdadeira Maratona na cidade de Lisboa (“Maratona das 7 Colinas”). Não seria algo para fazer bons tempos mas sim para mostrar Lisboa e as suas zonas típicas. Seria uma prova dura sem duvida, mas com um percurso completamente diferente do habitual e bem turístico.

Já na altura falei aqui desse post, pois pareceu-me uma ideia bastante interessante. Considero que o Urban Trail já concretizou um pouco essa ideia, mas porque não aproveitar a data que vai ficar livre em Dezembro juntar a experiência do Urban Trail deste ano e levar o conceito da “Maratona das 7 Colinas” um pouco mais longe?

Fica a ideia :)

Para os interessados fica aqui o texto com o qual a prova foi apresentada no site do Maratona Clube de Portugal

Pode uma maratona ser muito mais que uma simples prova? Pode, porque a satisfação de conhecer novos lugares, diferentes pessoas, de descobrir novas cidades, de procurar novos desafios, é coisa que não se mede num relógio.

As maiores maratonas do mundo há muito que deixaram de ser apenas provas de 42 quilómetros. Representam um pretexto de viagem e descoberta. Um cartão-de-visita único de locais que merecem ser vividos muito para além da prova.

E quando uma maratona consegue juntar três cidades com história e tradição, com sol e praia, com mar e serra, e tudo isto servido com a máxima hospitalidade, a proposta é irrecusável.

A Maratona de Lisboa é tudo isto e muito mais!

Quem alinhar à partida não vai chegar a ouvir o desafio das vagas da Boca do Inferno, nem ver o Guincho, paraíso de quem em cima de uma prancha vai rasgando o mar. E a Cidadela de Cascais, escrava de todos quantos entram e saem da marina, ficará na linha de horizonte, mas a prova é em sentido oposto, serpenteando o Atlântico na direção de Oeiras, com Lisboa como destino.

O maior casino da Europa ou o cosmopolita Tamariz serão testemunhas das primeiras passadas, num percurso de rara beleza que poucas maratonas no mundo conseguem oferecer.

Especialistas ou novatos vão ter sempre o mar por companhia até alcançar o Forte do Bugio, de sentinela, bem no meio da foz do Tejo, altivo e desafiador, ou o Forte de São Julião da Barra, que noutros tempos era o guardião do acesso a Lisboa. 

EDP Rock ’n’ Roll Maratona de Lisboa será assunto de cronómetro para alguns, poucos, mas será pretexto de viagem, de passeio, de turismo para muitos outros.

Descobrir a luz da nossa costa e percorrer uma das mais belas estradas costeiras da velha Europa é privilégio daqueles que se vão atrever a desafiar os quilómetros que separam Cascais do mar da Palha, no Parque das Nações.

E enquanto desafiamos o alcatrão e galgamos quilómetros temos de deixar que os nossos sentidos se permitiram viajar pelo cheiro a maresia, pela luminosidade que poucos lugares no mundo conseguem oferecer, pela história dos lugares que vamos alcançando com esforço e desgaste.

Uma maratona é um modo de vida. Não importa a razão de estar ali, nem o tempo. Importa, sim, é superar o desafio, porque a maratona é uma experiência de superação onde procuramos encontrar os nossos limites.

Por fim, chegamos à cidade das sete colinas, mas não vamos subir ou descer nenhuma delas. Vamos bordejando o rio, passando pela Torre de Belém ou pelo Padrão dos Descobrimentos, onde noutros tempos, já longínquos, os portugueses iniciaram verdadeiramente a globalização.

E, entretanto, chegamos aos Jerónimos, património mundial da humanidade, imponente, com uma fachada de mais de 300 metros, de linhas horizontais e uma fisionomia tranquila, cuja construção se iniciou em 1501. Mais adiante havemos de cruzar o Terreiro do Paço, uma das maiores praças da Europa, que albergou palácio de reis e agora se anima com turistas dos cinco continentes… tudo até chegar ao Parque das Nações, sinal de modernidade e do arrojo com que celebrámos o mar, em 1998. É aí que os altifalantes irão saudar o vencedor, mas irão também celebrar todos os que completarem os 42 quilómetros da prova, porque superaram o desafio.”