7ª Corrida do Guincho

No passado domingo participei pela 2ª vez na prova onde fiz a estreia nos Trilhos – Corrida do Guincho “Entre a Serra e o Mar”.

Na manhã da prova, e tal como nos dias anteriores, o vento continuava bastante forte o que iria ser mais um obstáculo a enfrentar na prova.

Chegado a Janes continuava o vento e por vezes um bocado fresco o que acabou por me fazer levar o corta vento vestido. Não consigo ser daquelas pessoas que quer estejam 30 graus ou 10, vão sempre de calções e camisola de alças. Até gostava mas não dá.

Antes do inicio da prova ainda encontrei os amigos habituais destas andanças; Rute, Isa, João Lima e Vitor. Estivemos um pouco à conversa e entretanto chegou a hora de partir.

Tal como no ano passado os primeiros 500 metros são feitos em Alcatrão, mas depois de uma viragem à direita passamos para a terra e as pedras. Esta parte do percurso estava a ser igual ao ano passado, acabámos só por apanhar um pouco mais de água na passagem pelo “túnel” o que obrigou a alguns cuidados.

Saídos do tal túnel entrámos numa zona nova, a organização estava a presentear-nos com um percurso novo e interessante até que apanhámos trânsito.

Perto do Km 2 estava o IC19 lá do sitio, uma zona mais inclinada do trilho fazia com que fosse necessário algum cuidado provocando assim uma fila relativamente grande de atletas à espera da sua vez para passar o obstáculo.

Fotografia0361Passada a dificuldade a prova voltava ao seu percurso do ano anterior até chegarmos perto do mar.

Esta parte também foi semelhante ao ano anterior. Entre pedras e vegetação rasteira fomos avançando aos “S’s” até chegarmos ao Km 6 onde mais uma vez a organização mudou o percurso e nos fez (e bem, na minha opinião) andar durante mais um bocado junto ao mar.

Fiquei com a sensação que este novo troço teve mais subidas que o anterior até porque acabei por fazer quase todo este Km a andar. Chegado ao Km 7 já estava novamente em terreno conhecido e estava na altura de guardar um bocado de energia para a enorme subida que íamos ter pela frente.

Não há forma de descrever a o muro que temos pela frente entre o Km 8 e 9, mas felizmente este ano acabou por custar um pouco menos e consegui voltar a correr quando lá cheguei acima.

Um pouco mais à frente passámos pela mesma zona do ano passado no meio das árvores. Uma zona de single track mais técnica mas de um ambiente fantástico. Infelizmente durou pouco.

Daqui até ao final era praticamente tudo a descer, e entre ervas e pedras acabei por chegar à meta com um tempo melhor que o ano passado que era o meu objectivo inicial.

Detalhes da Prova:

Guincho2013_Resumo

 

Tracking – 7ª Corrida do Guincho

Classificação Oficial – 348 / 398

Tempo Oficial – 01:33:12

Tempo Chip / Relógio – 01:32:30

Moving Time –  01:28:08

Tempo Ano Anterior – 01:38:28

 

 

Classificações

Fotografias

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1º Trail de Bucelas

Tu és maluco! Foi o meu primeiro pensamento quando o despertador tocou no Domingo as 07 da manhã. À 3 anos atrás nunca me passaria pela cabeça acordar as 7 para ir correr, mas ainda bem que isso mudou.

Depois de acordar levantei-me para fazer a típica manhã de pré prova, a começar pelo pequeno almoço, mas algo não estava bem. Ainda fiz 2 torradas mas só consegui comer meia e mai nada. Estava a sentir-me um bocado para o mal disposto e não quis arriscar meter grande coisa no estômago com medo do que poderia acontecer. Por isso foi com meia torrada que sai de casa para fazer 12 Km de Trail o que provavelmente não é o mais aconselhado.

Juntamente com o João e o Nelson fomos para Bucelas onde o frio não estava nada atrás do que fazia em Sintra, mas com o sobe e desce típico das provas de Trail não devíamos demorar muito a aquecer.

Fomos levantar os dorsais e juntamente com o dorsal toma lá uma garrafinha de vinho como recordação da prova, se calhar podíamos te-la usado logo para aquecer mais rapidamente 🙂

À hora marcada foi dada a partida e depois de cerca de 1.5 km em Alcatrão entrámos finalmente em terra, um bocado molhada mas sim ainda lhe posso chamar terra. Chegados ao Km 2 havia um engarrafamento e parou toda a gente, sinal que estariam a começar as dificuldades. O percurso afunilava um bocado e descia de forma um bocado mais íngreme, a terra também começou a desaparecer para dar lugar à lama.

Passada a tal descida íngreme claro que tínhamos de subir e foi isso que aconteceu nos 2 Km seguintes, pelo meio de… claro está, muita lama e um pequeno riacho que obrigou a nova paragem.

Eu tinha lido no site e facebook da prova que aconselhavam ténis com boa tracção mas nunca pensei que o piso estivesse naquele estado, aliás fiquei várias vezes a pensar se ténis de trail iriam fazer alguma diferença com o piso assim. Alguém com ténis desses que tenha participado na prova me pode elucidar?

Continuando, subida feita (quase toda a andar) restava a descida para se chegar ao 1º abastecimento onde aproveitei para tomar o meu pequeno almoço. Com um copo de água, meia banana e um bolinho no estômago estava pronto para a segunda parte da prova.

Passámos por algumas zonas de single track bastante bonitas e escorregadias, onde quase cai algumas vezes mas acabámos por não ter mais nenhuma grande dificuldade até ao fim.

Perto do Km 9 oiço alguém a chamar-me atrás de mim e era a Rute acabámos por seguir juntos alguns metros mas quando a estrada empinou novamente ela colocou em prática o treino do GP Fim da Europa, atacou a subida num ritmo excelente e continuou, eu acabei por ir a andar novamente 🙂

Dali até ao final foi praticamente tudo a direito e ainda deu para acelerar um bocadinho .Cortámos a meta com cerca de 1h e 29minutos de prova, e digo cerca porque tive de “martelar” os dados já que só me lembrei de desligar o relógio bastante depois.

O resultado final da prova vê-se nas calças e ténis que ficaram bastante enlameados, nada que uma lavagem não resolva.

SAMSUNG

Conclusão:

Para uma primeira edição acho que a prova esteve excelente, percurso variado e sempre muito bem assinalado, a entrega dos dorsais foi feita sem qualquer problema e tudo isto sempre com uma enorme simpatia de todos os colaboradores da prova. Assim “conquistam-se clientes” e se tudo correr bem é uma prova onde vou querer voltar para o ano e de preferência para os 22 Km.

Chegado ao final do meu 3º Trail reparo que gosto cada vez mais desta vertente da corrida e um dos meus objectivos até ao final do ano é participar num trail de cerca de 20 Km.

Vou começar a analisar a oferta para depois escolher uma prova.

Detalhes da Prova:

Bucelas2013_Resumo Tracking – 1º Trail de Bucelas
Classificação Oficial – 
Tempo Oficial – 1:29:31
Tempo Chip – N/A
Tempo Ano Anterior – N/A

Classificações

Fotografias

3º Corre Jamor

Decorreu este domingo a 3ª Edição da corrida Corre Jamor, ou como eu a vou chamar: Corre na Lama do Jamor.

Com o que choveu na véspera já estava convencido que ia apanhar lama, mas ainda tinha a esperança que não chovesse no dia da prova, afinal sempre ouvi falar do Verão de São Martinho. O santo ajudou e acabou mesmo por não chover durante a prova.

Cheguei ao Jamor por volta das 10h e fui fazer um pequeno aquecimento para a pista do estádio, acabei por voltar ao carro 10 minutos depois para ir buscar as luvas já que estava assim pro fresquinho e tinha lido um artigo interessante sobre o correr com frio no dia anterior (A minha Corrida).

Já com luvas calçadas fui novamente para a frente do estádio, local onde a prova ia começar. Confesso que não sabia bem o percurso da prova, tinha olhado para o mapa em casa mas com tantas linhas de cores diferentes fiquei mais baralhado que esclarecido. Tinha ouvido dizer que a prova era muito dura e tinha subidas complicas, pois bem iria ver passados uns minutos.

Jamor2012_Dorsal

Foi dada a partida e começamos por descer em direcção à zona das piscinas, quase no fim da descida esbarro num molho pessoas que ao verem uma poça de água praticamente pararam… A sério? por causa de uma poça? É só agua não morde. Desviei-me um bocado e splash splash splash. Acho que quem estava a minha volta não achou grande piada.

Já dentro da zona do Jamor, mais poças de água e mais gente quase a parar em casa poça. Claro que quando podia desviava-me mas não parava nem andava aos saltinhos para não molhar os pés. Optei por seguir sempre num ritmo certo e a direito pela água ou pela areia, até porque suspeitava que na mata estivesse bem pior, sujar por sujar mais valia começar já.

Depois de cerca de 2.5Km saímos de estrada e fizemos a 1ª subida para chegar novamente à partida. Para a direita iam os atletas da prova de 3Km enquanto que os de 9 seguiam em frente para a mata do Jamor.

Esta parte do percurso já era minha conhecida e estava bastante satisfeito por poder mais uma vez correr por ali fora, desta vez no entanto tinha a lama como companhia e em diversas zonas tinha de ir com extremo cuidado para não ir ao chão.

Se os dois primeiros quilómetros tinham sido rápidos, dai para a frente não mais consegui ir num ritmo certinho dado o sobe e desde do percurso

Jamor2012_Pace

 

 

Todo o resto da prova foi feito na mata do Jamor por algumas caminhos onde ainda não tinha passado mas que quero lá voltar e fazer novamente.

A determinada altura passámos numa zona onde vinham atletas já em sentido contrário sendo que a separação dos 2 sentidos era feita por uns pinos vermelhos. Ora bem nesta zona vi pelo menos 2 pessoas assim como quem não quer a coisa, assobiarem para o lado e meterem-se já no outro sentido… Muito feio senhores atletas, muito feio.

Antes do final ainda houve tempo para dar uma voltinha pela pista de tartan do Estádio Nacional na qual ainda tive forças para aumentar o ritmo e fazer um sprint final.

Cortei a meta com 55:45 e com o relógio a marcar 8.92Km. Fiquei bastante satisfeito com o resultado. Desde a Corrida do Monge que não corrida e contava estar em pior forma depois de 2 semanas sem treinos.

Em relação à prova é mais uma para repetir (já começam a ser bastantes). Adoro correr no Jamor e diverti-me bastante nesta prova, muito em parte por culpa do piso molhado e enlameado. A pequena criança que há em mim gostou de andar a “chapinhar” pelas poças e correr em cima de lama Sorriso

Jamor2012_Tenis1Jamor2012_Tenis2

Detalhes da Prova:

Jamor2012_Workout

 

Tracking – 3º Corre Jamor

Classificação Oficial – 782 / 1035

Tempo Oficial – 00:56:23

Tempo Chip – 00:55:54

Tempo Ano Anterior – N/A

 

Classificações

Fotografias

20ª Corrida do Monge

Depois de ter gostado tanto do trail da Corrida do Guincho não podia deixar escapar esta prova e mesmo com um casamento na véspera no dia da prova lá estava eu junto ao local de partida preparado para o que ai vinha.

Após estacionar o carro fui levantar o dorsal, para logo de seguida voltar ao carro onde acabei por vestir o corta vento, já que apesar de não estar a chover, sentia-se um vento bem fresco e fiquei com receio de ter frio durante a prova.

Quando estava novamente a chegar à zona de Partida encontro o Bruno Marques e o João Cabanas com quem fui fazer um pequeno aquecimento. Com o aquecimento feito fomos para perto do pórtico onde encontrei a Menina, a Isa e o Vitor com quem iria acabar por fazer toda a prova.

O tiro de partida foi dado e pimba… tomem lá com uma subida logo no inicio que é para não terem ideias parvas de fazer uma prova rápida. Esta subida começou por ser feita em empedrado (já disse que odeio correr em empedrado?) e depois de uns 200 metros passou finalmente para trilho. Apesar da mudança do piso a inclinação manteve-se praticamente até ao Km 3.

Nesta altura já se tinha formado um grupo de 5 pessoas (Eu, Rute, Isa, Vitor e o Bruno). Para a frente não víamos ninguém e para trás também não apesar de termos a ideia de seguirem alguns atletas atrás de nós. Entre corrida e caminhada lá fomos avançando sempre com muita conversa à mistura o que estava a tornar a prova bastante agradável, sem darmos sequer pelo tempo a passar.

A primeira noção que tivemos do tempo foi por volta do Km5 onde reparei que íamos com quase 50 minutos de prova. Mais ou menos nesta altura acabou a subida e entrámos numa zona mais técnica onde tínhamos de ir com bastante cuidado para não cairmos. Foi das zonas mais giras da prova já que em vez de estradões de terra estávamos a seguir mesmo pelo meio das árvores. A descida continuou até que passamos por uma zona fantástica ao lado de um riacho onde de vez em quando tínhamos de passar por pequenas pontes de madeira no meio do trilho.

Eu tinha reparado num quadro com a altimetria no regulamento da prova e lembrava-me de ter visto uma linha em que falavam em 21% de inclinação. Ora bem 21% parece muito ao ver o número, mas ao ver a subida à nossa frente é bem pior. Ao passar por um senhor da organização ouvimo-lo dizer “a jeitosa vem já ai”, confesso que na altura não percebi o que ele queria dizer mas ao fazer a curva seguinte desatei a rir… não nos podiam fazer subir aquilo, pois mas fizeram:

De baixo para cima (Foto roubada à Rute)

De cima para Baixo (foto roubada à Isa)

Nunca uma subida me custou tanto, acho que ninguém faz aquilo a correr e na altura só agradeci não estar a chover porque acho que teria sido bem pior. Após largos minutos de subida chegámos ao cimo e a vista fazia esquecer tudo o resto.

Do cimo desta terrível subida até ao final era novamente a descer e acabámos por conseguir ainda acelerar um bocadinho.

Acabei por cortar a meta com quase 2 hora de prova longe da 1h 30m que tinha pensado. No entanto os 30 minutos a mais acabaram por ser de diversão e só por isso valeu a pena.

Foi sem duvida a prova mais dura que fiz mas para o ano quero voltar, é que o que esta prova tem de dura também tem de belo. Ao juntar-se à beleza do percurso temos uma enorme simpatia de todos os voluntarios espalhados ao longo da Serra,  um percurso bem assinalado e 2 abastecimentos (PS: pessoas que deitam as garrafas para o chão custa assim tanto levar a garrafa até ao proximo abastecimento ou beber e deixar logo ali? É mesmo necessário sujar a Serra da maneira vergonhosa como o fizeram nos metros seguintes ao abastecimento?)

Dados Garmin

  • Distancia – 11.99 Km
  • Tempo – 01:56:06
  • Ritmo Médio – 09:41 min /km
  • BPM Médio – 162
  • Calorias – 1278
  • Elevação – 600 m

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TrackingTracking 20ª Corrida do Monge

Classificação Oficial – 273 / 281

Classificações

Fotografias

Lisboa – Urban Night Trail

Assim que ouvi falar desta prova fiquei logo bastante interessado. Finalmente ia haver uma prova em Lisboa com um percurso diferente do habitual e que passava pelas zonas mais emblemáticas da cidade. A juntar a um percurso com bastante potencial a prova ia ser nocturna, criando assim um ambiente diferente.

Optei por ir buscar o dorsal no sábado à tarde para poder lanchar / jantar e equipar-me calmamente e ter tempo de digerir tudo para não tornar a prova que ai vinha numa grande má disposição.

Depois de um aquecimento fomos finalmente para o local da partida onde já estava quase toda a gente a aguardar . Durante esse tempo fomos “entretidos” por um senhor aos saltos no palco que gritava números tipo “UM DOIS”, “DOIS QUATRO” (se o objectivo era animar, foi no mínimo estranho).

Ao contrário do que estava à espera começamos logo em direcção ao Bairo Alto. Primeiro uma grande recta e plana mas era só para enganar já que rapidamente a estrada empinou permitindo a quem olhava à volta uma visão fantástica de todos os atletas a correr de luz na cabeça e com as camisolas reflectoras vestidas.

À medida que íamos avançando víamos várias pessoas paradas à porta de casa ou à janela a observar todo este movimento com ar um pouco surpreso.

Para finalizar esta primeira parte da prova acabámos por descer pela Calçada da Glória passando ao lado de um dos famosos “elevadores” de Lisboa.

Depois desta íngreme descida tivemos um período de transição entre os Restauradores e o Martim Moniz que deu para descansar um pouco as pernas antes de irmos à conquista da 2ª colina da noite.

Esta 2ª parte começou com uma incursão pela Mouraria onde encontrámos as primeiras escadinhas e o primeiro engarrafamento. Como ainda estávamos todos muito juntos acabámos por ter de caminhar nestas zonas mais estreitas.

Tal como já tinha acontecido no Bairro Alto, também nesta zona do percurso havia muita gente na rua e à porta de casa a incentivar e a ver os “malucos das luzes” passarem.

Por entre escadinhas, ruas, vielas lá continuamos a subir para o Castelo. Nesta altura da prova já tinha de ir a caminha em algumas subidas e aproveitei a chegada ao castelo para fazer toda a parte interior sempre junto da muralha enquanto observava Lisboa lá em baixo. Já não ia ao castelo à muitos anos e à noite nunca tinha ido, valeu bem a pena.

Após sairmos do castelo e até ao final foi um autêntico carrossel de sobe e desce com muitas escadas pelo meio, passagens ao lado de restaurantes com pessoas a jantar ou por zonas mais residenciais com os moradores na rua a incentivar e a aplaudir os atletas.

 

Foi uma prova excelente, diferente de tudo em que tinha participado e como ponto negativo só tenho a apontar os 8.9Km do percurso, estava à espera de mais, queria mais, podiam ser mais escadas ou rampas mas a vontade era de continuar a correr por Lisboa.

Não tenho nada de especial a dizer em relação ao meu resultado, não sei se 1h e 10 minutos é muito ou pouco, para mim foi 1h e 10 de diversão. Foi duro, sim foi mas deu-me um gozo enorme fazer estes 8.9Km. Prova altamente aconselhada.

Dados Garmin

  • Distancia – 8.89 Km
  • Tempo – 1:09:22
  • Ritmo Médio – 07:48 min /km
  • BPM Médio – 170
  • Calorias – 827
  • Elevação – 297 m

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TrackingTracking Urban Night Trail Lisboa

Classificação Oficial – 831 / 1125

Classificações

Fotografias

6ª Corrida do Guincho – Entre a Serra e o Mar

E está feita a estreia no Trail, correu bastante bem, ainda torci para lá os pés algumas vezes mas aparentemente sem problemas de maior (até agora).

Desta vez não tive de levar carro já que consegui convencer os meus pais a acordarem cedo, darem-me boleia e tirar umas fotos ao longo da prova, por isso foi só aguardar pela chegada do João Pires que também ia participar e lá partimos calmamente para Janes onde esta a partida e meta.

Chegados lá fomos levantar o jornal e ficámos na conversa com o Eduardo e o José Magro até ser dado o tiro de partida

 Eh pah isto é “muita” giro -> Km 0 até Km 4

Os primeiros metros eram feitos em alcatrão mas isso durou pouco, primeiro passámos para empedrado e finalmente chegámos à terra, tudo isto era uma experiência nova e entre subidas e descidas lá fomos correndo ou saltando. Tirando o óbvio do piso ser diferente aqui notei uma grande diferença em relação a provas de estrada – é preciso estar muito mais atento a onde se mete os pés. Havia imensas pedras soltas e tinhamos de ir com imenso cuidado.

Por entre estradas de terra e túneis estranhos começámos a chegar junto do mar. Estava a contar com cerca de 500 metros no areal do Guincho mas este ano o percurso não ia por ai por isso depois de atravessar a estrada nacional entrámos num tipo de piso diferente do que tínhamos apanhado até então

Mau começo a ficar cansado -> Km 4 até Km 6

Depois do sobe e desce em estradas largas de terra começamos a andar aos “s” nas falésias?? (não sei o nome técnico daquela zona) junto ao guincho. O piso aqui até era relativamente plano, mas ao contrário da estrada plano é só porque não sobe, o plano aqui era a direito mas os pés andavam sempre tortos, aos saltinhos entre buracos e pedras e em alguns sítios vegetação mais densa

Com tudo isto começava a sentir-me um bocado desgastado mas ainda conseguia continuar a correr, não sabia se ia ser assim até ao fim, mas não era uma preocupação no momento. Por volta do Km 5 passámos junto do forte onde estavam os meus pais a tirar fotos e onde aproveitei para deixar as mangas e telemóvel que tinha levado comigo e que nesta altura já so atrapalhavam (obrigado, mãe, obrigado pai)

Já não da mais, tenho de andar – Km 6 até Km 8

Por volta do Km 6 tinha acabado a descida, dali para a frente era sempre a subir e a minha falta de preparação fez questão de se mostrar em grande estilo, já não dava mais as pernas queixavam-se imenso, e comecei na fase do andar / correr. Ia aproveitando para olhar à volta e infelizmente já não tinha o telemóvel comigo a paisagem era fantástica – mais uma diferença em relação à estrada, não me lembro de participar em nenhuma prova de estrada e dizer “a paisagem era fantástica”.

Por todo o percurso via-se gente espalhada a correr ou a andar, a imagem de cima é uma das que guardo desta prova, só por isto vale a pena participar.

Nesta parte do percurso ainda deu tempo para ser apanhado numa foto que a minha querida namorada descreveu como algo do tipo “Abominável Homem das Neves fotografado no Guincho”

AH AH AH estão a gozar não pode ser por ali – Km 8 até Km 9.5

Pois é, não sei bem como descrever esta parte da corrida, ou melhor, caminhada já que correr ali estava fora de questão. Ora bem estão a ver uma parede? Ok agora imaginem a parede ligeiramente inclinada, mas só um bocadinho. Resumindo foi isso que encontrei ao Km8. Ok posso estar a exagerar um bocado mas nunca subi nada tão inclinado na vida e não vi ninguém a conseguir subir aquilo a correr (desculpem senhores dos primeiros lugares mas vocês iam demasiado à frente para eu ver).

Foi um sacrifício enorme subir aquilo, até a andar custava e arrastei-me a grande custo até lá acima. Chegado ao cimo, parei um bocadinho, olhei a volta e imediatamente esqueci a subida, a vista daquele ponto era impressionante e espelhava o nome da corrida “Entre a Serra e o Mar”. De um lado o mar e cascais lá ao fundo, do outro lado a Serra de Sintra, era realmente impressionante e se todos os trails forem assim quero continuar a participar.

Sem palavras – Km 9.5 até Km 10.5

Não sei como descrever este bocado do percurso, gostava de ter comigo uma máquina para filma ou fotografar. Quando começámos a descer saímos das estradas de terra e entrámos no meio da vegetação, o caminho mal dava para uma pessoa e estávamos totalmente rodeados de plantas, árvores, raízes e pedras, e do lado esquerdo um pequeno riacho. Acho que foi o bocado de prova que mais gostei de fazer. Como disse não sei como descrever estes 1000 metros, posso usar apenas uma palavra – Lindo.

Está quase Km 10.5 até à Meta

Saídos do meio da vegetação regressámos às estradas largas de terra e foi praticamente assim até ao final, era já quase tudo a descer e voltei a correr para parar só na meta onde já estava o José Magro e o João Pires, que tinha seguido sozinho no muro dos 8Km, a aplaudir.

Conclusão

Para primeira experiência no trail o balanço é muito positivo. Foi uma prova diferente, um percurso lindo e com paisagens fantásticas que fazem esquecer as dores nas pernas e as dificuldades que senti para fazer algumas partes do percurso.

Julgo que a grande diferença em relação às provas de estrada é realmente o que está a nossa volta, os percursos são mais duros, a preparação tem de ser outra, mas no fim compensa. Já respeitava e admirava quem faz aquelas provas de trail de 50 / 60 / 100Km ou mais (ultra trail du mont blanc), mas depois de ter feito estes míseros 12Km e experimentar o tipo de percurso que têm, passei a admirar ainda mais.

Em relação à organização só não gostei de ter de entregar o dorsal no fim. Podia ir lá buscar outra vez mas tinha de esperar por todos os atletas e classificações. Para mim que gosto de coleccionar os dorsais das provas em que participo não gostei nada de ter de o deixar la. Tirando este ponto não tenho nada a apontar, circuito bem marcado com fitas, 2 abastecimentos, pessoal da organização espalhados ao longo de todo o percurso e sempre com palavras simpáticas e de incentivo quando passava por eles.

Prova altamente recomendada para quem se quer estrear no Trail.

Dados Garmin

  • Distancia – 11.60 Km (O GPS só sincronizou com os satélites uns 100 metros depois do inicio)
  • Tempo – 1:38:28
  • Ritmo Médio – 08:29
  • BPM Médio – 167

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Tracking: Tracking Corrida do Guincho 2012

Classificação Oficial: 428 / 453 ( Tempo Oficial 1:38:51)

Classificações: Resultados_Guincho 2012 (Ficheiro Excel)

Fotos: